Uma das principais preocupações da equipa de AR/VR da Diamond quando estamos a falar com um novo cliente é garantir que este vai obter valor dos nossos projetos. Esse valor é diferente entre projetos de VR e AR e é importante que seja feita a escolha correta para cada projeto.

AR – Realidade Aumentada

A Realidade Aumentada ficou nas bocas do mundo quando o fenómeno que foi, e é, o Pokémon GO, atacou o mundo. No entanto a utilização de AR neste jogo é bastante simples e opcional. Quando nos aparece um pequeno monstrinho (Pokemon) no ecrã, podemos tirar uma foto dele em cima da mesa de almoço ou com ele aos saltos ao lado dos nossos amigos. Basicamente, AR é exatamente isso: juntar informação da nossa realidade (vídeo, fotografias, localização, etc) com informação virtual.

 

Pokémon GO

FONTE: Zeyus Media’s Flickr Photostream. Acedido em: 12 de Agosto de 2019, em: https://www.flickr.com/photos/healthgauge/27820253593

A Realidade Aumentada pode assumir muitas formas e já está presente em muita da tecnologia que usamos todos os dias. O Google Maps é outro exemplo, a informação geográfica é retirada da nossa realidade e adicionamos informação digital como direções e detalhes dos nossos restaurantes favoritos.

Já alguma vez viste ou usaste um QR Code? Aqueles quadrados estranhos que por vezes aparecem no canto de embalagens ou no fim de um anúncio? Estes são mais uma forma simples de Realidade Aumentada usada para colocar informação numa imagem (também as podemos chamar “marcadores”). Estas imagens são normalmente apenas um link que é ativado ao fazer scan com a câmara de um telemóvel.

 

QR code

FONTE: Simple Wikipedia. (2018) SQR Codes. Acedido em: 1 de Agosto de 2019, em: https://simple.m.wikipedia.org/wiki/File:QRpedia_code_for_QR_code.png

No entanto AR baseado em marcadores já evoluíu bastante desde os primeiros QR Codes e é agora possível usar praticamente qualquer imagem para ativar conteúdo digital. Olhar para o jornal e ver uma fotografia de uma pessoa a piscar-nos o olho de volta já não é algo apenas do mundo do Harry Potter.

A última novidade de AR, disponível nos últimos telemóveis da Apple e da Google, é AR sem marcadores, ou seja, agora já podemos colocar conteúdo digital no nosso mundo sem a necessidade de usar um ponto de referência. Apenas precisam de encontrar uma superfície, e em segundos estamos a dançar juntamente com o Childish Gambino enquanto passa uma nave do Star Wars pela nossa cabeça.

 

Realidade Aumentada

 

VR – Realidade Virtual

Realidade virtual não precisa de muita explicação. Durante anos sonhamos com a realidade virtual espetacular que vemos em filmes e livros (Matrix, Ready Player One, Neuromancer, Snow Crash, etc). O conceito é simples: colocar um capacete e somos transportados para um mundo virtual espetacular, onde podemos fazer o que quisermos sem esforço físico, nem o perigo de nos magoarmos. Podemos ser o super-herói dos nossos sonhos.

Pode parecer bom de mais, mas a verdade é que tudo isto já faz parte da nossa realidade. Hoje já podemos comprar um dispositivo VR, chegar a casa e voar como um pássaro, destruir zombies, escalar montanhas, pilotar a nave do Star-Trek e saltar de teia em teia como o Spider-Man.

Mas, atenção. Dentro do mundo de VR temos também várias categorias. O dispositivo mais básico de VR que temos nos dias de hoje está, geralmente, nas nossas mãos: o telemóvel. Seja com caixas de cartão ou de plástico (tipicamente conhecidas como “óculos de Realidade Virtual”), basta colocar o telemóvel lá dentro e já podemos usufruir de vídeos e animações 360º e jogos VR.

 

QR code

FONTE: Wired. (2016) Google Cardboard launches in UK for £15. Acedido em: 1 de Agosto de 2019, em: https://www.wired.co.uk/article/google-cardboard-vr-headset-uk-launch

No entanto, estas experiências com o telemóvel e os óculos de realidade virtual têm dois grandes problemas que não os tornam numa experiência VR perfeita. Os processadores e os ecrãs não são rápidos o suficiente para mostrar imagens nítidas e fluídas quando colocadas a 2 cm da cara. Mas, mais importante que isso, é a limitação de movimentos. Nestes dispositivos, estamos limitados a rodar apenas a cabeça. Não é possível dar um passo em frente, debruçarmo-nos para espreitar numa esquina ou usar a nossa mão para pegar e interagir com objetos virtuais.

É aqui que entram os dispositivos dedicados para VR como o HTC Vive, Playstation VR (PSVR) e Oculus Rift. Estes dispositivos utilizam os nossos computadores de casa (ou a Playstation no caso da PSVR) para poder mostrar imagens com muito melhor qualidade e a uma velocidade adequada para que os nossos olhos não consigam distinguir entre o mundo virtual e o mundo real.

Estes dispositivos também trazem dois controladores que podemos usar como mãos para interagir no mundo virtual. É com estes dispositivos que se estão a criar experiências únicas que antes não se acreditava serem possíveis. Agora já podemos entrar num mundo virtual e interagir com ele, seja a escalar uma montanha virtual, conduzir carros de rally ou falar com milhares de pessoas em mundos virtuais usando avatares.

 

Realidade Virtual

 

No entanto não é tudo perfeito com estes dispositivos. Com o HTC Vive e o Oculus Rift, é sempre necessário estar ligado a um computador com uma placa gráfica de alta gama (que, por norma, não são baratas). Para fazer esta ligação são necessários cabos longos e pesados à nossa volta que nos fazem lembrar que não estamos realmente no espaço, mas sim na nossa casa, entrelaçados em cabos.

Por fim, temos o problema da área de jogo nas nossas casas. Estes dispositivos requerem que sejam colocados sensores à nossa volta para que seja possível seguir os nossos movimentos no mundo virtual. Isto limita o espaço que podemos usar e caso haja algo à frente dos sensores (por exemplo aquele amigo que gosta de nos fotografar quando estamos imersos em VR) vamos ter problemas de sincronização da nossa posição.

É aqui que entra o Oculus Quest, o dispositivo mais recente lançado pelo Facebook. A qualidade visual está um pouco abaixo dos mencionados anteriormente, mas a experiência é incomparável. Não requer uma ligação a um computador, não tem cabos, portanto podemos caminhar livremente sem pensar onde estamos a pôr pés. E, finalmente, podemos colocar numa mochila e levar para casa dos nossos amigos, é tão portátil como uma Nintendo Switch!

 

Realidade Virtual

 

E a Mixed Reality? (MR)

És capaz de já ter ouvido falar do termo Mixed Reality, apesar de ainda ser algo recente. Como o nome sugere, a Mixed Reality junta elementos de Realidade Vitual com Realidade Aumentada num só.

Isto quer dizer que um dispositivo de Mixed Reality permite adicionar elementos virtuais como modelos 3D na nossa sala (à semelhança do AR), mas pode também tornar a nossa sala num mundo virtual (como no caso do VR). No entanto estes dispositivos ainda estão na sua fase inicial e muito focados nas suas capacidades de realidade aumentada.

Ainda não são um produto para consumidores, mas a Microsoft e a Magic Leap já lançaram dispositivos que nos permitem fazer projetos que mudam drasticamente os processos dos nossos clientes.

Conclusão

Seja com projetos AR, VR ou até MR, não existe um tipo de tecnologia que resolva todos os problemas. Dependendo do projeto nem sempre faz sentido usar a tecnologia mais recente de VR ou usar todos os tipos de AR.

É normal haver projetos com uma experiência realista onde podemos saltar e interagir com o mundo, mas, por vezes uma coordenada GPS ou um vídeo 360 é o que faz sentido. Ou seja, quando consideramos o que faz sentido para uma aplicação não chega perguntar se queremos VR ou AR, é preciso considerar qual o objetivo da aplicação e quais das ferramentas que existem no mundo do AR e VR servem melhor esse objetivo.

Seja qual for o mundo que queiras criar, podes sempre contar com a equipa de VR/AR da Diamond. Sabes onde nos encontrar, vemo-nos no outro lado!