É uma verdade puramente humana: tudo sabe melhor quando é inesperado. Desde aquelas noites que começam com um “vou só ali beber café” e transformam-se na noite mais divertida dos últimos tempos, aquele restaurante pelo qual passamos à porta e, sem espreitar as reviews, decidimos entrar, acabando surpreendidos com a sua qualidade, ou um simples presente fora de uma data festiva! O mesmo acontece com o conteúdo, da ótica de quem o consome.

Mas afinal, quando é que isso acontece?

Quem nunca começou por fazer uma pesquisa sobre “receitas rápidas e leves para jantar” e acabou a ver preços de viagem e alojamento num lugar qualquer desse mundo? Lá está, acontece quando consumimos conteúdo sem que estivéssemos a pensar nele quando nos aventurámos no mundo da pesquisa.

Porque é que isso é bom?

Ok, vamos aos dados. Um estudo recente da Outbrain diz-nos que, em média, 34% de nós passa entre 21 e 40% do tempo online a consumir conteúdo sugerido. O mesmo estudo também nos indica que 77% dos consumidores confia mais em conteúdo partilhado por uma marca com a qual estejam familiarizados, enquanto “apenas” 67% confiam mais naquilo que os seus amigos partilham nas redes sociais.

Se isto são boas notícias para as marcas, quais serão, dentro do online, os melhores meios para “escondermos” conteúdo não-planeado? Ora, 6 em cada 10 consumidores gostam de ler conteúdo relevante de marca em meios ditos “tradicionais”. Em Portugal ainda não temos excelentes exemplos disto, mas como exemplo de boas práticas, temos o One, uma plataforma da Vodafone no El País, cujo objetivo é ajudar as pessoas a compreender como é que a tecnologia melhora a vida em todos os aspetos, inspirando-as a incorporar cada vez mais a inovação no seu dia-a-dia.

E qual o potencial de um clique numa boa peça de conteúdo não planeado?

Muito pode acontecer! E, de acordo com o mesmo estudo referido mais acima, sai um buffet de dados como resposta:

  • 1 em cada 3 acaba por ler mais conteúdo do site onde encontraram esse primeiro,
  • 1 em cada 5 volta ao site onde o conteúdo está hospedado e,
  • TXANAN: 1 em cada 3 vai à procura de mais informação sobre a marca e os seus produtos.

Satisfeitos? Então vamos servir aqui uma notícia menos divertida. Se está claro que o bom conteúdo não planeado provoca reação, a verdade é que, como em tudo no mundo do marketing, não é fácil de implementar e… não vive sozinho.

Nunca mais chega a parte das dicas?

Pronto, cá está ela.

Vale já relembrar que a paciência é sagrada. “Brincar” à estratégia em digital não é como inserir moedas em vending machines. Os resultados vão chegar, mas há que testar, testar de novo, não ter medo de errar, testar mais uma vez e, com o apurar da receita, os resultados vão aparecendo.

No que toca a conteúdo não planeado:

  • procurem explorar interesses relevantes para o target e não se restringirem ao core da marca;
  • lembrem-se sempre de que os consumidores preferem informação a argumentos de venda;
  • storytelling é fulcral para garantir que o consumidor lê/vê/ouve o conteúdo até ao fim;
  • não esquecer o e-mail marketing, as campanhas PPC, as estratégias mobile e tudo o que possa alavancar uma estratégia digital.
  • E agora, vamos planear o não planeado?